Leitura para a Família

Quando um ente querido tem depressão e ficamos com

a sensação de que “ele não se ajuda”.

 

Quando em nossa família nos deparamos com alguém deprimido, esse é um pensamento bastante comum que passa pela nossa cabeça; “ele não se ajuda”. Pensamos que quando ele fala coisas negativas, prefere ficar na cama, sente-se muito cansado, não tem fome ou chora muito que ele não está fazendo nada para se ajudar, que ele não quer reagir. Infelizmente, esse pensamento está equivocado e nosso texto hoje se propõe a explicar por que.

É esperado que a família estimule o paciente a sair do quadro depressivo, mas muitas dessas tentativas de estímulos não tem o resultado esperado. Essa ausência de mudança acaba reforçando mais ainda a desesperança do familiar deprimido, porque começa a passar pela sua cabeça que de que não será capaz de melhorar, diminuindo mais ainda a sua autoestima. Para que possamos ajudar nosso familiar, precisamos estar cientes de que a depressão não é sinal de fraqueza, preguiça, vagabundagem ou falta de vontade de melhorar. A depressão é uma condição médica que exige tratamento adequado. A depressão apresenta prejuízo no funcionamento diário da pessoa. Ela apresenta não somente o humor deprimido como também apresenta diminuição do prazer ou interesse por várias atividades, inclusive atividades que sentia prazer antes. Alteração no apetite, no peso, no sono, na energia e nos pensamentos, sentimentos como ansiedade e irritabilidade também são mudanças comuns que a depressão causa. A depressão pode ser tão devastadora, que muitas vezes suicídio parecer ser a saída. A depressão causa dificuldade para pensar, concentrar-se ou tomar decisões. Causa uma desesperança tão grande, que tentar qualquer coisa parece perda de tempo. O futuro parece não ter nada de bom para oferecer e a felicidade parece algo cada vez mais distante. A família deve ajudar seu familiar encaminhando-o para tratamento adequado, com psiquiatria e psicologia e não criando preconceitos com as medicações ou com a terapia. Ambos os profissionais, juntos, poderão dar o suporte adequado. Pode ajuda-lo não exigindo dele mais do que ele pode fazer nesse momento. Também pode ajudar seu familiar dando apoio, atenção e compreensão.